Transformação digital: diferencial competitivo ou sobrevivência?

A transformação digital das empresas requer intensa avaliação da cultura organizacional. Neste artigo você descobrirá o porquê. Entenda!

20 de abril 4 min de leitura

Transformação Digital

Xerox e Kodak. Duas gigantes, ícones mundiais nos mercados em que operavam, sucumbiram à velocidade da transformação digital de suas épocas. Num mundo onde a Quarta Revolução Industrial avança exponencialmente sobre os modelos de negócios, seria ingenuidade considerar a transformação digital um simples diferencial competitivo às empresas. Não se engane. Das pequenas às grandes companhias, acompanhar a evolução tecnológica é uma questão de sobrevivência corporativa.

Ferramentas como big data, soluções na nuvem, inteligência artificial, entre outras tecnologias, são atualmente essenciais para que as empresas consigam permanecer relevantes nessa nova era. Contudo, é fundamental compreender que a transformação digital vai muito além da incorporação de tecnologias, é preciso implementar um nova forma de pensar e transformar a mentalidade das organizações.

O mindset digital

Nessa nova maneira de pensar, as atitudes e os comportamentos das empresas devem estar em convergência direta com o avanço exponencial das tecnologias. O mindset digital absorve novas ferramentas tecnológicas em todos os processos e tomadas de decisão, com o objetivo de criar uma cultura aberta à inovação, com foco na produtividade e na agilidade.

As equipes devem estar preparadas para lidar com mudanças permanentes. A ideia é criar uma cultura organizacional de adaptação e aprendizagem constante, em que todos os colaboradores possam compreender o motivo e os benefícios da transformação digital. Com boas qualificações e orientados por suas lideranças, os colaboradores devem estar aptos a lidar com soluções disruptivas, que tendem a gerar mais adaptabilidade às corporações.

Por sua vez, as lideranças precisam desenvolver gestões mais abertas à participação, fomentando a liberdade de funcionários para propor e testar novas soluções. A autonomia das equipes em contribuir no desenvolvimento das empresas é um aspecto essencial que não pode ser deixado de lado nessa mudança de mindset. Ao mesmo tempo, gestores devem criar mecanismos de recompensa às equipes com comportamentos inovadores.

Entender a relevância do papel das pessoas na transformação digital é imprescindível para a adaptação das corporações a esse cenário de rápida evolução tecnológica. Sem criar bases sólidas, com cultura e suportes adequados aos funcionários, de nada adiantará ter em mãos as mais novas ferramentas disponíveis.

Tendências da transformação digital

Além da evolução de ferramentas já conhecidas como a big data, a inteligência artificial e a computação em nuvem, a Gartner, consultoria global em tecnologia, aponta algumas tendências para os próximos anos:

Experiência total (TX) – estratégia de negócio que valoriza a experiência do usuário (UX), a experiência do cliente (CX) e a experiência do funcionário (EX) nas tomadas de decisão;

Hiper automação – identifica, examina e automatiza aceleradamente o maior número possível de processos de negócios;

Serviços de governança para as equipes de TI – utilização de serviços de governança vinculados à nuvem e auxiliados por Inteligência Artificial para gerenciar, otimizar e proteger recursos e informações dispersas;

Engenharia de IA – projetos de inteligência artificial com desempenho melhor, mais confiáveis e reproduzidos em larga escala sem erros graves de manutenção;

Malha de segurança cibernética – arquitetura flexível, capaz de integrar serviços de segurança amplamente distribuídos e diferentes, de forma rápida e confiável;

Plataformas nativas da nuvem – aprimoram a abordagem tradicional de migração de uma estrutura para a nuvem. Os sistemas de compartilhamento em nuvem contarão com recursos como Internet das Coisas (IoT), sistema 5G, entre outros.


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